Terremotos deixam ao menos 164 mortos na Venezuela e mobilizam ajuda internacional

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na noite desta quarta-feira, 24. Segundo informações divulgadas pela presidente encarregada Delcy Rodríguez, ao menos 164 pessoas morreram, mais de mil ficaram feridas e inúmeras vítimas continuam desaparecidas sob os escombros de prédios e residências que desabaram em várias regiões do país.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores ocorreram na região de Morón, no litoral venezuelano, a aproximadamente 160 quilômetros de Caracas. O primeiro terremoto registrou magnitude 7,2 e foi seguido, cerca de um minuto depois, por um segundo abalo de magnitude 7,5.

Durante pronunciamento à população, Delcy Rodríguez classificou a situação como uma verdadeira tragédia e afirmou que o foco do governo neste momento está concentrado no resgate de sobreviventes e no atendimento às vítimas. O estado de La Guaira foi apontado como a região mais afetada, com dezenas de edifícios que desabaram após os tremores.

Para auxiliar na reconstrução das áreas atingidas, o governo anunciou a criação de um fundo emergencial de 200 milhões de dólares, com recursos provenientes do Fundo Monetário Internacional. A estimativa das autoridades é de que os prejuízos à infraestrutura sejam bilionários.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos alertou que o número de mortos ainda pode crescer significativamente, existindo projeções que apontam para milhares de vítimas à medida que as equipes de resgate avançam nos trabalhos.

Diversos países já colocaram equipes de busca, ajuda humanitária e materiais de emergência à disposição da Venezuela. Entre as nações que manifestaram apoio estão Brasil, México, Estados Unidos, China e Catar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que determinou ao Ministério das Relações Exteriores o acompanhamento da situação e a avaliação das medidas de assistência que poderão ser oferecidas pelo Brasil. Em nota oficial, o Itamaraty manifestou solidariedade ao povo venezuelano e informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Também nesta quinta-feira, o presidente afastado Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos, utilizou as redes sociais para manifestar solidariedade aos venezuelanos e pedir união nacional diante da tragédia.

*Com informações da Agência Brasil e Reuters.

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