A Administração Estadual do Meio Ambiente informou que os resíduos escuros observados recentemente na faixa de areia de praias sergipanas são naturais e não representam riscos à saúde da população.
Segundo o órgão, o fenômeno ocorre devido ao aumento da vazão dos rios durante o período de chuvas intensas, que acabam transportando sedimentos, restos de algas e matéria orgânica até o mar. O material pode ser confundido com óleo por causa da coloração escura, mas faz parte da dinâmica natural entre rios, manguezais e o oceano.
De acordo com o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, equipes técnicas foram mobilizadas após denúncias de possível aparecimento de óleo na faixa de areia. Após análises realizadas no local, a suspeita foi descartada.
“É importante a população ter conhecimento disso porque, a partir de agora, a presença de resíduos orgânicos poderá ser percebida com alguma frequência, a depender do aumento das chuvas, sobretudo nas proximidades dos estuários dos rios, onde existirem manguezais”, destacou.
O engenheiro de petróleo e gás da Adema, Kevin Cruz, explicou que os sedimentos naturais possuem características diferentes do óleo. Segundo ele, o material não impregna na pele e pode ser removido facilmente, ao contrário dos resíduos oleosos.
A Adema informou ainda que mantém monitoramento constante da qualidade da água e das condições da faixa de areia do litoral sergipano. Semanalmente, o órgão divulga relatórios de balneabilidade com análises em 20 pontos do litoral norte, sul e da Grande Aracaju.
Em casos de suspeita de vazamento de óleo, a orientação é que a população entre em contato com a Adema por meio do e-mail denuncia@adema.se.gov.br, pelo telefone (79) 3198-7152 ou presencialmente na sede do órgão. Um canal de atendimento via WhatsApp também deve ser disponibilizado em breve.