O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, com o objetivo de acompanhar diariamente o comportamento do mercado nacional e internacional de combustíveis. A decisão ocorre diante das tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Segundo o governo federal, o grupo vai intensificar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de derivados de petróleo, além de avaliar a logística de abastecimento no Brasil e a evolução dos preços dos combustíveis.
De acordo com o ministério, a medida também envolve articulação com órgãos reguladores e com empresas que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis no país.
Apesar da instabilidade internacional, o governo avalia que a exposição direta do Brasil ao conflito é limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, principalmente diesel. Ainda assim, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores ao Brasil é considerada pequena.
Mesmo com esse cenário, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pedindo a análise de aumentos recentes no preço dos combustíveis em quatro estados e no Distrito Federal.
O pedido foi motivado após sindicatos do setor informarem que distribuidoras elevaram os preços para postos de combustíveis alegando aumento no valor do petróleo no mercado internacional devido ao conflito.
Até o momento, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços praticados nas refinarias.
Com informações da Agência Brasil.